Na nossa imperfeição e na nossa fraqueza.


Somos humanos e Deus sabe disso.
Somos pecadores e Deus também sabe disso.

Não quero desculpar o nosso pecado, mas importa atentarmos para o olhar de Deus.

Vejamos o que diz A Bíblia no Salmo 103: 3-5; 8-14 - “É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia. (…) O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.”

Isto mostra-nos que Deus não está interessado em punir ou destruir, o que Nosso Deus quer é pôr de pé o abatido, levantar o caído, pôr o anel no dedo do filho que foi comer as bolotas dos porcos.

Provavelmente Deus não espera de nós perfeição, mas sim esforço. Pois, como diz o Salmo, “ele sabe do que somos formados, lembra-se de que somos pó”.

Deus conhece toda a nossa imperfeição, e compreende as nossas fraquezas. O que Ele não aceita é a acomodação. O verdadeiro cristão não é o que vence todas as batalhas, mas o que luta para vencê-las.

O Apostolo Paulo disse que quando estamos fracos é que somos fortes, pois o poder de Deus em nós aperfeiçoa-se na nossa fraqueza.
Esse é o momento em que nos viramos para o Deus e dizemos: “sozinho não posso”. E aprendemos a depender d’Ele. Nunca deixando, claro, de fazer a nossa parte.

As pessoas são imperfeitas, todos nós somos imperfeitos, a igreja é imperfeita. Se eu fosse a olhar para mim mesmo, jamais frequentaria uma igreja, pois sei quem sou e o quão distante estou do que deveria ser. 

Mas é exactamente a percepção que tenho quando olho para mim e vejo o quão falho e pecador sou que me faz olhar com compaixão para as falhas dos meus irmãos

E isto estimula-me a participar da comunhão. Pois nós, cristãos, somos sem excepção, um magote de pecadores que amam a Cristo, reunidos em assembleia para cultuá-Lo e ajudarmo-nos uns aos outros nas nossas fraquezas.

Não é porque há imperfeições no meio dos cristãos que vamos abandonar o culto a Deus. Compartilhemos as nossas experiências e apoiemo-nos mutuamente.