O MAL NO MUNDO

Porque é que Deus permite que o mal aconteça?

Muitas vezes e muitas pessoas têm colocado esta questão.
Para começar, a Bíblia descreve Deus como sendo:
Santo [Isaías 6:3]
Justo [Salmo 7:11]
Reto [Deuteronómio 32:4]
E soberano [Daniel 4:17-25]

Estes atributos mostram-nos o seguinte sobre Deus:
Primeiro, Deus é capaz de prevenir o mal.
Segundo, Deus pretende eliminar o mal do mundo.

Então colocamos a questão de outra forma, se Deus tem o poder de prevenir o mal, e deseja fazê-lo, então por que não o faz?
Uma forma de olhar-mos para este dilema, talvez seja analisarmos algumas formas alternativas de como as pessoas gostariam que Deus conduzisse ou governasse o mundo.

Uma forma seria Deus mudar a personalidade ou o carácter de todas as pessoas para que não pudessem cometer maldade. Mas isso também significaria que não teríamos o livre arbítrio. Não seríamos capazes de escolher entre o certo e o errado porque seríamos "programados" apenas para agir correctamente. Então se Deus tivesse optado por esse caminho, não haveriam relações significativas entre Ele e a Sua criação.

Assim, Deus fez Adão e Eva inocentes mas com a possibilidade e a capacidade de escolher o bem ou o mal. Sendo assim, eles poderiam responder deliberadamente ao Seu amor e confiar nELE ou escolher a sua própria vontade. De facto, escolheram satisfazer a sua própria vontade.
E porque vivemos num mundo real onde podemos escolher as nossas ações mas não as suas consequências, o seu pecado afetou aqueles que vieram depois deles (nós).
De igual modo, as nossas escolhas de pecar têm impacto sobre nós e sobre aqueles que nos rodeiam.

Outra opção seria Deus agir em todos os lugares e a toda a hora, no controlo de todas as nossas ações, permitindo apenas que realizássemos as boas ações e não as más.
Então num mundo assim, não haveria a necessidade de valorizar as nossas ações, e como resultado, ninguém aprenderia a valorizar a integridade, a pureza, a honra, a responsabilidade ou o autocontrole.

Uma outra opção seria que Deus julgasse e removesse aqueles que escolhem cometer maus atos.
O problema com esta possibilidade é que não escaparia ninguém, pois Deus teria que remover a todos nós, pois todos pecamos e cometemos maus atos (Romanos 3:23; Eclesiastes 7:20, 1 João 1:8).
Embora algumas pessoas sejam mais perversas do que outras, onde é que Deus traçaria uma linha? Em última análise, todas as maldades ou perversidades causam danos a outras pessoas.

Assim em vez destas ou outras opções, Deus optou por criar um mundo "real" no qual as escolhas reais têm consequências reais. Neste nosso mundo real, as nossas ações afetam outras pessoas.
Porque Adão escolheu pecar, o mundo hoje vive sob uma maldição e todos nascemos com uma natureza pecaminosa (Romanos 5:12). Haverá um dia em que Deus julgará o pecado no mundo e renovará todas as coisas, mas ELE está propositalmente "a atrasar esse dia" a fim de permitir que as pessoas se arrependam e não tenham que ser julgadas por ELE (2 Pedro 3:9).

Entretanto ELE preocupa-se com o mal. Ao criar as leis do Antigo Testamento, ELE estabeleceu leis que desencorajassem e punissem o mal. ELE julgou as nações e os reis que desprezavam a justiça e buscavam o mal. Da mesma forma no Novo Testamento, Deus afirma que os governos têm a responsabilidade de prover a justiça a fim de proteger os inocentes do mal (Romanos 13). Ele promete também graves consequências aos que cometem atos maldosos, especialmente contra os "inocentes" (Marcos 9:36-42).

Resumindo, vivemos num mundo real onde as nossas boas e más acções têm consequências directas e indirectas sobre nós e sobre os que nos rodeiam. Deus deseja a nossa obediência para o nosso bem, para que “bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre” (Deuteronómio 5:29). Em vez disso, o que acontece é que escolhemos o nosso próprio caminho e depois culpamos Deus por não agir relativamente a isso, tal é o coração do homem pecador.

Entretanto, JESUS veio para mudar os corações dos homens através do poder do Espírito Santo. Assim JESUS é capaz de agir a favor dos que desejam renunciar ao pecado e clamam a ELE para que os salve do pecado e das suas consequências (2 Coríntios 5:17).

Deus previne e restringe muitos actos de maldade. Este mundo seria muito pior se o ELE não estivesse a restringir o mal. Ao mesmo tempo, Deus deu-nos a capacidade de escolher entre o bem e o mal, e quando escolhemos o mal, Ele permite que nós e os que nos rodeiam soframos as suas consequências. Ao invés de culpar e questionar Deus sobre os Seus motivos para não impedir todo o mal, deveríamos ocupar-nos com a proclamação da cura ao mal e suas consequências - JESUS CRISTO!